Um trago no osso
Que o embalo do enlace
Transborda o maço
Caixa, coroa, en pace.
Pelo fumo fomos tragados
Sumo em fumaça que passa.
Seremos enfim condenados
Ou comigo acenderá mais uma trapaça?
Se faço sem rascunho
Se sequer olho pra trás
Deixem-me serrar os punhos
Deixem-me descansar em paz.
R.I.P. AW
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sábado, 23 de julho de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Dose de Etileno
" Amadurecer, morrer; é quase a mesma palavra."
Victor Hugo
Estranho pensar na brevidade da vida
Tempo perdido, ganhado, vivido.
Entremeio a estrada, múltiplas pegadas
De bons, de maus, de tudo.
Sonho vivido, pesadelo sonhado.
Cada um trás em si seus pecados
Bom ou mal é questão de opinião
Cada um trás em si uma imensidão.
Meias palavras, meias de crochê
Arrasto o peso do nome que ouso ter
Metamorfose? Saí da manhã e estou a entardecer
Neurose? Essas minhas rugas só eu posso ver.
Coito afoito
Arrebataram meu ser
Agora na lápide, repousa com as flores
Minhas meias de crochê.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Surreal-mente
Cai gota a gota
Essa chuva imaginária
Minha flor desbota
O sol é a luminária.
Saio com minha capa
Com luvas e galocha
Mas como um repugnante tapa
A realidade de mim debocha.
Será que não veem a nuvem negra
Que paira sobre minha cabeça
E em densas gotas desintegra
Fazendo com que meu dia anoiteça?
Ou fruto da minha mente
Essa chuva que cai transparente
Lavando meu interior consciente.
Caia chuva! Eternamente.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Requiem para meu passado
Deixo aqui o que já deixei há um tempo
Vivi superficialmente cada momento
Fui levando-me com o vento
Onde está o arrependimento?
Talvez tenha me faltado sagacidade
Talvez tenha me faltado a verdade
Mas não escondo por maldade
Escondo, para pelo menos de mim ainda sentir saudade.
Não escrevi nenhum poema elaborado
Sequer tive tempo de estar acordado
O tempo que passei dormindo atormentado,
Foi o medo de não ter me encontrado.
E mesmo perdido nesse mar turvo
Meu corpo em pedaços miúdos
Sempre se faz novo
Pois meu coração está como a ave de fogo, vivo.
Vivi superficialmente cada momento
Fui levando-me com o vento
Onde está o arrependimento?
Talvez tenha me faltado sagacidade
Talvez tenha me faltado a verdade
Mas não escondo por maldade
Escondo, para pelo menos de mim ainda sentir saudade.
Não escrevi nenhum poema elaborado
Sequer tive tempo de estar acordado
O tempo que passei dormindo atormentado,
Foi o medo de não ter me encontrado.
E mesmo perdido nesse mar turvo
Meu corpo em pedaços miúdos
Sempre se faz novo
Pois meu coração está como a ave de fogo, vivo.
domingo, 15 de maio de 2011
Nunca conheci o amor
Não ser amado é falta de sorte, mas não amar é a própria infelicidade.
Albert CamusEu nunca conheci o amor. Você deve estar pensando “Nossa! Nunca conheceu o amor?”. Mas eu realmente não recebo visitas desse ilustre personagem da vida de quase todos.
Ah! Como eu queria amor, nem que fosse só a beirinha de um.
Deitado na cama à noite
Minha vontade de alguém cresce
Pinga com um conta-gotas minha sorte
E mais que nunca, minha noite anoitece.
Na guisa de um chamado, recado
Até mesmo um espanto
Como um cão amedrontado
Permaneço no meu canto, santo.
Ninguém pra me abraçar, acolher
Declarei-me para meu querido Alter
Ego
Penso ser louco esse eu que não me entrego.
Caio nos braços do sono
Tão quentes, tão vigorosos
Pena serem também um engano
Esses apaixonantes sonhos amorosos.
domingo, 24 de abril de 2011
Mundo ensina
Tenho em meu lar o univeso
Tudo escrito na folha branca das paredes
Mas lá tudo é inverso
Os grandes mistéros do mundo ainda estão verdes.
Quanto dói um gole de álcool
Tapear, estapeada... coitada!
O urso de pélucia é guardado no formol
A menina, franzina, quase morreu embebedada.
Se quer notícias das paredes, pode esquecer
Há muito tempo se voluntariaram surdas
E ainda sofrem de visões turvas
Mas a menina, há de um dia amadurecer.
Tudo escrito na folha branca das paredes
Mas lá tudo é inverso
Os grandes mistéros do mundo ainda estão verdes.
Quanto dói um gole de álcool
Tapear, estapeada... coitada!
O urso de pélucia é guardado no formol
A menina, franzina, quase morreu embebedada.
Se quer notícias das paredes, pode esquecer
Há muito tempo se voluntariaram surdas
E ainda sofrem de visões turvas
Mas a menina, há de um dia amadurecer.
sábado, 12 de março de 2011
Pequenas coisas
Passo um traço
No compasso que o laço
Traz ao acaso
Deito e morro
No jorro
Escorro
Fim da linha
Sozinha
Alma minha
Tanto pranto
Arrebata-me
O espanto
Nada vivi
Nada tenho
Contenho
Firme e forte
Certeza
Morte
Calo e consinto
Disfarço
Não minto
Preto no branco
Não passei de um mero
Entanto.
No compasso que o laço
Traz ao acaso
Deito e morro
No jorro
Escorro
Fim da linha
Sozinha
Alma minha
Tanto pranto
Arrebata-me
O espanto
Nada vivi
Nada tenho
Contenho
Firme e forte
Certeza
Morte
Calo e consinto
Disfarço
Não minto
Preto no branco
Não passei de um mero
Entanto.
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