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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Maria




Mais uma Maria que se foi
Mas não era a Maria louca , nem rica
Não era Maria Madalena
Era Maria Mariquita.

Maria do batuque e capoeira
Dos animais e das crianças
Dos doces de leite e boa maneira
Das lambidas e das lambanças.

Do Carnaval na Espanha
Das sacolas dobradinhas
De quem perde e de quem ganha
Cães, gatos e galinhas.

Dos causos e histórias
No tempo da meninada
Das linhas, panos e costuras
- Faca na mão direita! Ensinava.

Da cabeça firme
Do corpo falho
Do espírito livre
E da história do alho.

Mas há uma pergunta que me inquieta:
Quantos setes de setembro são precisos
Para criar uma Mariquita?

Quanto tempo mexendo o taxo?
Assistindo à Copa
Dando comida aos gatos?

Se pensar bem, essa idéia não será esquisita.
É mais que justo o sete de setembro
Também ser dia de Mariquita.

E nesta tarde, mais uma estrela
Juntou-se ao anil da bandeira
E de lá, na cadeira que balança
Deu um nó em sua andança
De mãe, tia e guerreira
De Dona Mariquita, a brasileira.

R.I.P




segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Verossimilhança possível


E quando o acaso
Vivo até no sopro do vento
Frígido, o olha dos pés à cabeça
 Num sereno tormento.

Sua resolução não tem lastro
Palavras desconexas
O que sustenta o  mastro
São certezas não descobertas.