Passo um traço
No compasso que o laço
Traz ao acaso
Deito e morro
No jorro
Escorro
Fim da linha
Sozinha
Alma minha
Tanto pranto
Arrebata-me
O espanto
Nada vivi
Nada tenho
Contenho
Firme e forte
Certeza
Morte
Calo e consinto
Disfarço
Não minto
Preto no branco
Não passei de um mero
Entanto.
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sábado, 12 de março de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
Incondicional
As palavras perfeitas
Nunca cruzaram minha mente
Somente desfeitas
Erros inconscientes.
Me perdoe se digo
As verdades em mentira
Não finjas esse sorriso
Desarmes dos olhos essa mira.
Para que esconder
O que a alma grita?
Mais duro é sofrer
Uma dor infinita.
Leve contigo esses ares do norte
Leve contigo essa pedra de gelo
Desgosto hei de tê-lo
Mas a ti, não permitas a sorte.
Nunca cruzaram minha mente
Somente desfeitas
Erros inconscientes.
Me perdoe se digo
As verdades em mentira
Não finjas esse sorriso
Desarmes dos olhos essa mira.
Para que esconder
O que a alma grita?
Mais duro é sofrer
Uma dor infinita.
Leve contigo esses ares do norte
Leve contigo essa pedra de gelo
Desgosto hei de tê-lo
Mas a ti, não permitas a sorte.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Sangue derramado
Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade
Tenho mil mãos
E perdi meus sentimentos no mundo
Porém cercado de gente
Meus sonhos sucumbem
A alma regride
Num turbilhão de dor
Toca na vitrola
Uma sinfonia inacabada
Intensa e amargurada
Como meu peito que geme
No crepúsculo do tempo
Minhas palavras cortam
Numa brutal voracidade
As lembranças que guardei
Quando ainda havia verdade
Espero que essa chuva
Leve com sua enxurrada
As lágrimas que nunca chorarei
Pois o maior dos amargos é meu peito
Que só escreve...
Um amor que nunca terei.
Consciência
Encontrei a treva no caminho para luz.
Perguntei qual estrada deveria seguir.
Ela riu.
Me apontou a direção certa,
Segui pela outra.
Depois de muito tempo andando percebi que a treva na verdade, estava em minha luz.
Perguntei qual estrada deveria seguir.
Ela riu.
Me apontou a direção certa,
Segui pela outra.
Depois de muito tempo andando percebi que a treva na verdade, estava em minha luz.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Tinteiro de ideias
A palavra, quem escolheu?
Mente do mundo inquieta
Será um poeta?
Ou será pseudo-eu?
Fita o vácuo
Filtra o futuro
Fogo-fátuo
Detrás do muro
Longe do tudo
Perto do nada
Fala mesmo mudo
Bomba pulsante
Vive a vida sem segredos
Porque só resta o adiante.
Mente do mundo inquieta
Será um poeta?
Ou será pseudo-eu?
Fita o vácuo
Filtra o futuro
Fogo-fátuo
Detrás do muro
Longe do tudo
Perto do nada
Fala mesmo mudo
Bomba pulsante
Vive a vida sem segredos
Porque só resta o adiante.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Benedetto
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